Disparou
um discurso político inflamado, criticou o trabalho dos jornalistas, classificando
todos como manipuladores e mentirosos, resumiu a imprensa à Rede Globo,
disparou uma série de questionamentos e não me deixou falar.
O
conheci em uma mesa de sinuca, rodeada de moleques que tentavam impressionar a
mim e minhas amigas. Tive vontade de sentar e assistir a cena: o rapazinho de
topete e gola suspensa, tirando onda de bad boy; o coroa atirando para todos os
lados; a moça gordinha, que parecia querer entrar na disputa pelas meninas...
Em meio
às jogadas embaladas pelo ritmo da música que tocava no fundo do bar, breves
palavras e instruções rápidas para virar o jogo chamaram a atenção para aquele
rapaz discreto e gentil. Aceitar sua amizade virtual dias depois foi algo
previsível e as conversas programadas sempre foram agradáveis, mas bastou
reencontrá-lo pessoalmente meses depois para descobrir que o cara é uma metralhadora
nervosa.
Agora
ele tenta se redimir.
Af,
que cansaço.

Um comentário:
Só digo uma coisa: eu não digo é nada.
E digo mais: Só digo isso.
Postar um comentário