12.9.14

O diálogo que nunca começou

Disparou um discurso político inflamado, criticou o trabalho dos jornalistas, classificando todos como manipuladores e mentirosos, resumiu a imprensa à Rede Globo, disparou uma série de questionamentos e não me deixou falar.

O conheci em uma mesa de sinuca, rodeada de moleques que tentavam impressionar a mim e minhas amigas. Tive vontade de sentar e assistir a cena: o rapazinho de topete e gola suspensa, tirando onda de bad boy; o coroa atirando para todos os lados; a moça gordinha, que parecia querer entrar na disputa pelas meninas...

Em meio às jogadas embaladas pelo ritmo da música que tocava no fundo do bar, breves palavras e instruções rápidas para virar o jogo chamaram a atenção para aquele rapaz discreto e gentil. Aceitar sua amizade virtual dias depois foi algo previsível e as conversas programadas sempre foram agradáveis, mas bastou reencontrá-lo pessoalmente meses depois para descobrir que o cara é uma metralhadora nervosa.

Agora ele tenta se redimir.


Af, que cansaço.


Um comentário:

Bel disse...

Só digo uma coisa: eu não digo é nada.
E digo mais: Só digo isso.