Adooooro, desfiles cívicos, bandinhas de fanfarra, parada de sete de setembro, 2 de julho... Desde guria que participo dessas coisas. Os mais maldosos me chamam de Maria Batalhão e, como tal, não poderia perder a apresentação da Esquadrilha da Fumaça em Salvador.
Chamei minha mãe, mas ela não topou. Disse que "sempre cai um avião na cabeça de alguém", pode? Minha irmã sumiu e meu sobrinho achou uma bobagem sair de casa só pra ver aviões. Mas a criança aqui encheu tanto o saco que ele aceitou (me levar).
Fiquei num local contra o sol e foi péssimo para tirar fotos e filmar e pra piorar a situação o slide show tá com preguiça de postar as melhoreszinhas. Mas aí vão algumas para matar a curiosidade de quem não pôde ir.
8.11.09
6.11.09
Dia desses, durante a gravação de um programa na festa dos servidores da Uefs, entrevistei uma maquiadora sobre como as mulheres devem se maquiar para ir trabalhar ou para a balada. No embalo, ela me maquiou e lá fui eu gravar o programa.
Perdi o transporte para casa e peguei um ônibus normal, de linha. Ao subir reparei que as pessoas me olhavam de maneira estranha, mas só quando cheguei em casa foi que percebi que vim embora toda macacada. Que mico!
Fiquei na dúvida se o povo me olhava porque eu estava muito linda ou muito periguete. Acho que vou fazer um teste.
29.10.09
Domingo, enquanto meu pai tentava concertar meu PC (não sei como queimou o processador do computador dele. Na segunda-feira, a colega que me dá carona até o Iguatemi passou mais cedo do que o de costume e, como não me viu, deduziu que eu já havia me mandado. Pronto, perdi a carona! Um senhor que sempre está por lá nesse horário das 05:00 h foi quem me avisou. Corri, peguei um ônibus, cheguei no Iguatemi e meu transporte para Feira de Santana ainda estava lá paradinho, mas foi só eu começar a atravessar a rua pra ele ir embora.O jeito foi recorrer a um tal de “ligeirinho”. Carro de aluguel que transporta gente atrasada como eu de SSA para FSA.
Na saída de SSA, quando pensei em colocar o fone no ouvido para ir escutando uma musiquinha, o rapaz sentado no banco de trás lançou um autêntico arrrrrrrocha. Era o tal do Silvano Sales. O cara não cria nada pelo visto. Apenas regrava músicas de sucesso em ritmo de arrocha. Mas a coisa ficava feia mesmo quando entre um arrocha e outro tocava o pagodão. Tinha um mesmo que era a música do lobo mau e da chapeuzinho vermelho.... (nossa, que horror!). De qualquer forma cheguei bem ao trabalho. Apenas com meia hora de atraso.
Mais tarde comecei a sentir umas cólicas, dor de cabeça, dor nas pernas... É, o dia não seria dos mais agradáveis, mas a noite chegou e finalmente eu iria para o meu lar-doce-lar. Mas no meio do caminho o ônibus parou. Me disseram que era um problema no óleo, outros que era o motorista novo que não conhecia os macetes do buzú. Pra mim aquilo já era sinal vital da minha falta de sorte. Com cólica, dor de abeca, dores nas pernas e o ônibus quebrou em plena BR 324 à noite, faltando apenas 20 minutos pra chegar em SSA. Ô viagem longa!
Na terça o lance foi o seguinte. Não podia contar com a carona, então me arrumei bem cedo e 05:00 h já estava lá no ponto. Peguei meu buzú, cheguei no Iguatemi, entrei na filinha, papo vai, papo vem. Quando penso que não, começo a ver estrelinhas. A luz foi sumindo, sumindo...eu me agarrei no braço da colega, que me levou para sentar num banco. Era a pressão baixando. Dali mesmo voltei pra casa. Fiquei de cama morgada o dia todo, com uma dor de cabeça que nunca havia sentido antes.
Mas chega de moleza. Quem fica muito tempo na cama dá ousadia pra doença. Quarta-feira chegou e eu tinha que ir trabalhar para tirar o atraso da terça. Mas o sacaninha do motorista resolveu seguir o horário de verão lá do sul e passou mais cedo. Ô falta de sorte! Lá fui eu correndo pra outro ponto tentar pegar outro buzú que não passou. O jeito foi gastar o trocadinho que eu havia separado para o táxi (caso a pressão baixasse novamente no meio da rua) na ida mesmo.
Trabalhei o dia todo com dor de cabeça e pensando se essa sequencia de falta de sorte seria até o fim da semana. Isso porque havia me programado para trabalhar em Irará hoje e aí, sabe como é, estrada ruim...
Ainda bem que não aconteceu nada de anormal até agora. Então vou postando logo esse texto e desligando meu PC antes que algo de ruim aconteça.
Na saída de SSA, quando pensei em colocar o fone no ouvido para ir escutando uma musiquinha, o rapaz sentado no banco de trás lançou um autêntico arrrrrrrocha. Era o tal do Silvano Sales. O cara não cria nada pelo visto. Apenas regrava músicas de sucesso em ritmo de arrocha. Mas a coisa ficava feia mesmo quando entre um arrocha e outro tocava o pagodão. Tinha um mesmo que era a música do lobo mau e da chapeuzinho vermelho.... (nossa, que horror!). De qualquer forma cheguei bem ao trabalho. Apenas com meia hora de atraso.
Mais tarde comecei a sentir umas cólicas, dor de cabeça, dor nas pernas... É, o dia não seria dos mais agradáveis, mas a noite chegou e finalmente eu iria para o meu lar-doce-lar. Mas no meio do caminho o ônibus parou. Me disseram que era um problema no óleo, outros que era o motorista novo que não conhecia os macetes do buzú. Pra mim aquilo já era sinal vital da minha falta de sorte. Com cólica, dor de abeca, dores nas pernas e o ônibus quebrou em plena BR 324 à noite, faltando apenas 20 minutos pra chegar em SSA. Ô viagem longa!
Na terça o lance foi o seguinte. Não podia contar com a carona, então me arrumei bem cedo e 05:00 h já estava lá no ponto. Peguei meu buzú, cheguei no Iguatemi, entrei na filinha, papo vai, papo vem. Quando penso que não, começo a ver estrelinhas. A luz foi sumindo, sumindo...eu me agarrei no braço da colega, que me levou para sentar num banco. Era a pressão baixando. Dali mesmo voltei pra casa. Fiquei de cama morgada o dia todo, com uma dor de cabeça que nunca havia sentido antes.
Mas chega de moleza. Quem fica muito tempo na cama dá ousadia pra doença. Quarta-feira chegou e eu tinha que ir trabalhar para tirar o atraso da terça. Mas o sacaninha do motorista resolveu seguir o horário de verão lá do sul e passou mais cedo. Ô falta de sorte! Lá fui eu correndo pra outro ponto tentar pegar outro buzú que não passou. O jeito foi gastar o trocadinho que eu havia separado para o táxi (caso a pressão baixasse novamente no meio da rua) na ida mesmo.
Trabalhei o dia todo com dor de cabeça e pensando se essa sequencia de falta de sorte seria até o fim da semana. Isso porque havia me programado para trabalhar em Irará hoje e aí, sabe como é, estrada ruim...
Ainda bem que não aconteceu nada de anormal até agora. Então vou postando logo esse texto e desligando meu PC antes que algo de ruim aconteça.
24.10.09
Políticas? Públicas?
Quando o despertador tocou hoje pela manhã eu, como sempre, pensei em ficar um pouco mais na cama, ainda mais com aquela chuvinha gostosa caindo lá fora...
Chuvinha? Oxe! Quando me dei conta do toró que estava caindo, pulei da cama e vi que a rua já estava alagada. Quem mora na Cidade Baixa de Salvador não precisa ir à Veneza. As ruas viram verdadeiros rios e, se a maré estiver cheia, a água não desce nem com a p*%#@.
Só xingando mesmo. Pago uma taxa de esgoto caríssima, da Marinha, IPTU e nada melhora na minha Cidade Baixa. Mas deixemos esse tipo de problema para depois. Afinal, quem freqüenta a Cidade Baixa ou meu blog já está cansado ver essa história se repetir (quem não conhece, pode ver umas fotos antigas pra ter noção).
Justo nesse sábado alagado e preguiçoso eu tive que levantar, encarar a cidade e ir para a pós apresentar um trabalho. De fato não preparei “aquela” apresentação, mas estudei o suficiente para perceber que eu e o resto da turma tínhamos uma visão totalmente deturpara acerca do que são políticas públicas. E o resultado foi uma apresentação esclarecedora que, misturada com um pouco de indignação, provocou debates interessantes em sala de aula e até elogios. Meu sábado estava salvo.
Mas a verdade é que ando muito indignada esses dias. O mundo é redondo e, por mais que haja uma intenção de alguns poucos em mudar o curso da história, o povo, cada dia mais individualista, tornará a preocupar-se com interesses pessoais. E as coisas vão se repetindo, repetindo, repetindo... Tá, pode até ser que eu esteja de TPM, mas é isso aí!
Chuvinha? Oxe! Quando me dei conta do toró que estava caindo, pulei da cama e vi que a rua já estava alagada. Quem mora na Cidade Baixa de Salvador não precisa ir à Veneza. As ruas viram verdadeiros rios e, se a maré estiver cheia, a água não desce nem com a p*%#@.
Só xingando mesmo. Pago uma taxa de esgoto caríssima, da Marinha, IPTU e nada melhora na minha Cidade Baixa. Mas deixemos esse tipo de problema para depois. Afinal, quem freqüenta a Cidade Baixa ou meu blog já está cansado ver essa história se repetir (quem não conhece, pode ver umas fotos antigas pra ter noção).
Justo nesse sábado alagado e preguiçoso eu tive que levantar, encarar a cidade e ir para a pós apresentar um trabalho. De fato não preparei “aquela” apresentação, mas estudei o suficiente para perceber que eu e o resto da turma tínhamos uma visão totalmente deturpara acerca do que são políticas públicas. E o resultado foi uma apresentação esclarecedora que, misturada com um pouco de indignação, provocou debates interessantes em sala de aula e até elogios. Meu sábado estava salvo.
Mas a verdade é que ando muito indignada esses dias. O mundo é redondo e, por mais que haja uma intenção de alguns poucos em mudar o curso da história, o povo, cada dia mais individualista, tornará a preocupar-se com interesses pessoais. E as coisas vão se repetindo, repetindo, repetindo... Tá, pode até ser que eu esteja de TPM, mas é isso aí!
2.10.09
Flor

Impossível vencer os sonhos
Contrariados.
Em vão
tentamos sepultá-los sob
a urgência cotidiana
Em vão
nos esquivamos, apóstatas.
Em vão
os trocamos
por esta outra vida.
Pois eles
não sufocam, não
se distanciam, não
cessam de sonhar,
de se sonhar
em nós.
Amiga, aquela flor,
outrora, em teus cabelos. Lembro-me
dela (era junho), da branca
flor em teus cabelos.
Assim
os nossos sonhos: como a flor
na memória, nítida
e perene.
E assim
o que sobramos:
como
murcharam teus cabelos
sob a flor.
Ruy Espinheira Filho
Contrariados.
Em vão
tentamos sepultá-los sob
a urgência cotidiana
Em vão
nos esquivamos, apóstatas.
Em vão
os trocamos
por esta outra vida.
Pois eles
não sufocam, não
se distanciam, não
cessam de sonhar,
de se sonhar
em nós.
Amiga, aquela flor,
outrora, em teus cabelos. Lembro-me
dela (era junho), da branca
flor em teus cabelos.
Assim
os nossos sonhos: como a flor
na memória, nítida
e perene.
E assim
o que sobramos:
como
murcharam teus cabelos
sob a flor.
Ruy Espinheira Filho
24.9.09
Dói? Um tapinha não dói
Domingo o Fantástico exibiu uma matéria sobre as palmadinhas. Será que elas atrapalham mesmo o desenvolvimento das crianças?
Camila escreveu sobre suas angústias em relação a isso no seu blog e sei que diversas mães devem estar se culpando por terem utilizado esse método para tentar impor limites aos guris mais danadinhos.
Matéria vai, blog vem e eu comecei a lembrar da minha infância: realmente nós merecíamos umas belas surras! É bem verdade que minha irmã mais velha apanhou mais, mas minha mãe dizia que bastava gritar comigo que eu me cagava toda. Já a mais velha, não tinha botão, freio, nada que a fisesse parar. Meus pais sempre contam (ela vai se retar se souber que escrevi isso) que ela gostava de se esconder em meio às araras de roupas da C&A. Eles enlouqueciam procurando ela e quando menos esperavam, olha a danadinha no meio das roupas rindo da cara de todo mundo.
Meu pai conta que ela era tão teimosa que, ainda pequenininha, adorava tentar enfiar o dedinho na tomada ele não deixava. Não tinha papo, explicação, conversa... bastava piscar o olho, a guria já tava lá querendo futucar a tomada. Um belo dia meu pai resolveu deixar ela aprender porquê não pode enfiar o dedo na tomada. Ela levou um choquinho e nunca mais fez aquilo. Mas surra mesmo ela levou quando resolveu brincar de Tarzan (já era pré-adolescente, eu acho). Quebrou todas as telhas de eternite da construção que meus avós estavam fazendo em pedacinhos. ($ altos prejuízos”). Me desculpe minha irmã, mas essa você mereceu.
Mamães, vocês podem até encontrar métodos menos dolorosos para educarem seus filhos. Mas tem filhos que tão teimosos, mas tão teimosos, que eu acho que é preciso dar uns tapinhas de vez em quando para impor limites, viu? É claro que minha opinião não vale nada. Não sou psicóloga, cientista, P.N. Mas gosto muito de observar o comportamento das pessoas. É claro que os tapinhas vão ficar na memória. Tem filhos que não levam mágoas para a fase adulta, outros jogam na cara dos pais o resto da vida. Mas pra mim isso varia de pessoa pra pessoa.
Camila escreveu sobre suas angústias em relação a isso no seu blog e sei que diversas mães devem estar se culpando por terem utilizado esse método para tentar impor limites aos guris mais danadinhos.
Matéria vai, blog vem e eu comecei a lembrar da minha infância: realmente nós merecíamos umas belas surras! É bem verdade que minha irmã mais velha apanhou mais, mas minha mãe dizia que bastava gritar comigo que eu me cagava toda. Já a mais velha, não tinha botão, freio, nada que a fisesse parar. Meus pais sempre contam (ela vai se retar se souber que escrevi isso) que ela gostava de se esconder em meio às araras de roupas da C&A. Eles enlouqueciam procurando ela e quando menos esperavam, olha a danadinha no meio das roupas rindo da cara de todo mundo.
Meu pai conta que ela era tão teimosa que, ainda pequenininha, adorava tentar enfiar o dedinho na tomada ele não deixava. Não tinha papo, explicação, conversa... bastava piscar o olho, a guria já tava lá querendo futucar a tomada. Um belo dia meu pai resolveu deixar ela aprender porquê não pode enfiar o dedo na tomada. Ela levou um choquinho e nunca mais fez aquilo. Mas surra mesmo ela levou quando resolveu brincar de Tarzan (já era pré-adolescente, eu acho). Quebrou todas as telhas de eternite da construção que meus avós estavam fazendo em pedacinhos. ($ altos prejuízos”). Me desculpe minha irmã, mas essa você mereceu.
Mamães, vocês podem até encontrar métodos menos dolorosos para educarem seus filhos. Mas tem filhos que tão teimosos, mas tão teimosos, que eu acho que é preciso dar uns tapinhas de vez em quando para impor limites, viu? É claro que minha opinião não vale nada. Não sou psicóloga, cientista, P.N. Mas gosto muito de observar o comportamento das pessoas. É claro que os tapinhas vão ficar na memória. Tem filhos que não levam mágoas para a fase adulta, outros jogam na cara dos pais o resto da vida. Mas pra mim isso varia de pessoa pra pessoa.
E se meu voto valer: um tapinha não dói. E é isso! Falei e disse :p
20.9.09

Ontem fui ver Amor e Alma. A história rola em torno dos mitos Eros e Psiqué. Agora tô louca para assistir Os Magníficos.
Não! Não são os reitores. É na verdade o título de um documentário que vai estrear dia 29 no Espaço Unibanco Glauber Rocha, em Salvador (isso aqui está parecendo o Coisas Para Fazer em Salvador). Pena que não devo chegar de Feira à tempo de pegar a estréia, mas gostei do trailer.
O documentário conta a história de 3 cacauicultores do sul da Bahia que faliram com a chegada da vassoura de bruxa, o quê mudou na vida deles, a perda de riqueza e do prestígio... Para mim, que vivi em Ilhéus por um bom tempo e tentei conviver com alguns membros da "sociedade do cacau falido", essa temática sempre me atrai.
Não! Não são os reitores. É na verdade o título de um documentário que vai estrear dia 29 no Espaço Unibanco Glauber Rocha, em Salvador (isso aqui está parecendo o Coisas Para Fazer em Salvador). Pena que não devo chegar de Feira à tempo de pegar a estréia, mas gostei do trailer.
O documentário conta a história de 3 cacauicultores do sul da Bahia que faliram com a chegada da vassoura de bruxa, o quê mudou na vida deles, a perda de riqueza e do prestígio... Para mim, que vivi em Ilhéus por um bom tempo e tentei conviver com alguns membros da "sociedade do cacau falido", essa temática sempre me atrai.
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