Dizem
que não é bom contabilizar coisa ruim, mas esta semana pegou fogo na vegetação
da Uesb, em Vitória da Conquista, no laboratório de Biologia da Uesc, em Ilhéus
e na Secretaria de Justiça, em Salvador. A esposa grávida deu a louca e se
separou do meu colega, um monte de gente adoeceu e, depois de uma semana
ensolarada, o tempo virou. Para finalizar (e espero que acabe nisso mesmo), meu
sobrinho foi assaltado lá naquela cidadezinha "tão tão distante", que ele chama
de paraíso. (Ops! Não parou. Assaltaram a casa de minha madrinha).
Fiquei viajando nessa onda do fogo, um dos quatro elementos que regem o
planeta, símbolo do renascimento, do desejo, sagrado em muitas religiões e uma
das maiores conquistas do ser humano na pré-história, mas que o homem
contemporâneo não consegue dominar quando ele se rebela.
Fiquei reparando nisso e nessa energia bagunceira que paira no ar. Na dúvida, já acendi meus incensos, pendurei o olho grego nas orelhas e bati um lero com Jorginho, que é pra ele nos proteger.
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