Pimenta fez a maior
propaganda das galinhas que a mãe criava à base de restos de comida e de minhocas que se escondem sob a terra do quintal da casinha suburbana. Segundo ele, essa
dieta nutritiva dava um “sabor especial” às penosas. Prometeu aos amigos de
copo que, no dia do BAVI, levaria um tira-gosto feito com a galinha “de mainha”.
Combinou com a dona do bar o preparo ao molho pardo e pediu à velha a
doação da vítima para a farra de domingo. Ele nunca imaginou que essa seria uma
tarefa tão difícil.
No dia do jogo, pagodão rolando
no meio da rua, todo mundo esperando pra comer a galinha, e Pimenta nada aparecer.
Quando já era quase uma hora da tarde, o cidadão apareceu transtornado, de mãos
vazias, contando que algo inesperado aconteceu: ao chegar no quintal “de
mainha”, viu as penosas tranquilas, de costas para ele bicando um resíduo qualquer
no chão. Pimenta foi se aproximando sorrateiramente, se abaixando devagarzinho e,
quando ia dar o bote, o galo, que observada tudo do alto de um muro, começou a
cacarejar.
- Cocó! Cocóóó!!!
Com o “aviso”
do galo, as penosas, sem sequer olhar para trás, deram no pé! Não teve quem
pegasse galinha alguma. Acredita?!
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