O infeliz oscila entre o puxa saquismo e a falta de noção sobre memória social para tentar produzir um texto reflexivo sobre a história de um patrimônio. Esquecendo que, mesmo quando o patrimônio de pedra e cal está obsoleto ou destruído, podemos utilizar o conceito do "não lugar" para reconstruir a história.
Simplesmente descartar parte da história do Teatro Municipal de Ilhéus onde, outrora, os grapiúnas podiam manifestar suas identidades, apresentar suas técnicas e degustar das mais diversas formas de expressões artísticas, é confirmar que na capitania existe um rebanho de "não cidadãos", sem direito à memória, educação, cultura e lazer.
Pior é imaginar que tem gente capaz de cumprimentá-lo na rua, fazendo de conta que gostou ou que ainda não leu a publicação, para garantir a política da boa vizinhança.
Confesso que já havia percebido uma tendência puxa saquística nas publicações desse pseudo colunista. E, na boa, tô nem aí se ele não tem personalidade. Só não imaginava que sentiria taaaanta vontade de escrevê-lo para enviar as dicas básicas de redação: objetividade, coesão e coerência.
Ora! Se o cara quer pedir penico, que peça logo!
3 comentários:
Ui!
Meu coração doeu aqui quando li o "artigo" a que você se refere. E lembrei que estava com dengue ainda, enquanto fiz a curadoria da exposição dos 80 anos, ano passado.
Dá vontade não de ensinar nada, porque a criatura não quer aprender. Só aprende quem se reconhece necessitado. Ali é o ápice da sapiência, segundo o seu próprio umbigo.
Hoje, coincidentemente, passei na porta de uma igreja evangélica neopentecostal (não é a minha linha) e vi uma chamada para uma "Oficina de Teatro Gospel", com o dito cujo anunciado como palestrante.
Pensei: Peraí. Como vai ministrar uma oficina de "teatro gospel" (seja lá o que for isso) se nem evangélico você é? Como falar da essência do que será apresentado, se você nem conhece, não vive essa essência???
Enfim, incoerência, seu nome é Ilhéus.
Gente, quanta demagogia. Como pode alguém amar um lugar e não fazer nada por esse lugar? Como pode dizer que o teatro só existe por conta dese prefeito infeliz, se o teatro está de portas fechadas justamente por causa desse mesmo prefeito? Que nojo!!! Engraçado (SQN) que hoje mesmo passei pela porta do TMI. Está lá, imenso e silencioso. Vazio. De portas fechadas. Esse mesmo teatro que no final do ano passado presenciei uma das melhores experiencias artísticas da minha vida, mesmo com os funcionários sem receber seus salários e dando eu sangue para que tudo acontecesse. Nojo dessa gente demagoga.
*respira fundo* que cada vez me enoja mais.
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