Passei uma temporada na capitania dirigindo o Teatro Municipal de Ilhéus e, como em
todos os outros trabalhos, foi uma experiência maravilhosa. Da portaria às coxias,
da produção à divulgação, eu me metia em tudo. Às vezes pela necessidade, às
vezes pelo desejo de entender a lógica das coisas. E os colegas, sempre solícitos,
me ensinaram bastante.
Muitos gostariam de um cargo daqueles, do status, de tirar fotos ao lado dos famosos... Eu só queria que as coisas funcionassem bem, para que a plateia pudesse sair de lá emocionada e os artistas realizados. Com o tempo percebi que de nada adiantava um bom texto, um elenco de primeira, sem uma equipe técnica envolvida de fato com a proposta do espetáculo e, seguindo essa lógica, os operários da cultura tornaram-se meus ídolos. Era o abraço deles, a dica, o comentário, que eu queria ao final de cada espetáculo.
Em Ilhéus eu sempre estava envolvida com algo dos bastidores e conto nos dedos os espetáculos que pude assistir na íntegra. Desde que retornei para Salvador, hoje foi a primeira vez que entrei em um teatro para assistir a um espetáculo teatral. Já tinha ido a eventos, shows musicais, mas espetáculo teatral não. Uma peça de teatro é diferente.
Quando o primeiro sinal tocou, comecei a imaginar o frenesi por trás do palco. Mas hoje eu era plateia. Sentei-me, vi as luzes baixarem, escutei atenta a ficha técnica e os agradecimentos e quando, enfim, o espetáculo começou, percebi que meu olhar já era outro. Fiquei atenta às marcações da iluminação cênica, à mobilidade do cenário no palco e ao som.
Saí meia nostálgica, saudosa do cheirinho de carpete antigo do Teatro Municipal de Ilhéus, de ganhar pipoca na saída e ficar por aí batendo papo, comentando o que foi, o que poderia ser, atrasando minha volta pra casa. Mas aqui é cidade grande, seu moço. Aqui o espetáculo acaba quando as luzes são acesas.
Muitos gostariam de um cargo daqueles, do status, de tirar fotos ao lado dos famosos... Eu só queria que as coisas funcionassem bem, para que a plateia pudesse sair de lá emocionada e os artistas realizados. Com o tempo percebi que de nada adiantava um bom texto, um elenco de primeira, sem uma equipe técnica envolvida de fato com a proposta do espetáculo e, seguindo essa lógica, os operários da cultura tornaram-se meus ídolos. Era o abraço deles, a dica, o comentário, que eu queria ao final de cada espetáculo.
Em Ilhéus eu sempre estava envolvida com algo dos bastidores e conto nos dedos os espetáculos que pude assistir na íntegra. Desde que retornei para Salvador, hoje foi a primeira vez que entrei em um teatro para assistir a um espetáculo teatral. Já tinha ido a eventos, shows musicais, mas espetáculo teatral não. Uma peça de teatro é diferente.
Quando o primeiro sinal tocou, comecei a imaginar o frenesi por trás do palco. Mas hoje eu era plateia. Sentei-me, vi as luzes baixarem, escutei atenta a ficha técnica e os agradecimentos e quando, enfim, o espetáculo começou, percebi que meu olhar já era outro. Fiquei atenta às marcações da iluminação cênica, à mobilidade do cenário no palco e ao som.
Saí meia nostálgica, saudosa do cheirinho de carpete antigo do Teatro Municipal de Ilhéus, de ganhar pipoca na saída e ficar por aí batendo papo, comentando o que foi, o que poderia ser, atrasando minha volta pra casa. Mas aqui é cidade grande, seu moço. Aqui o espetáculo acaba quando as luzes são acesas.
Um comentário:
Fiquei sem palavras pra falar sobre o tempo que vc passou na Capitania.. So posso dizer: ainda bem que era você, e não eu. Deus sabe o que faz!!!!
Quanto a ser "somente platéia"... Quem já esteve do outro lado, jamais será!
Te amo, e to com saudade, morrendo nesse frio chic de Paris...
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